terça-feira, 1 de setembro de 2009

O grande alcoólatra Fellipe, conhecido como Chiaca, mandou este texto junto com esta foto horrenda faz tempo. Mas devido a problemas de memória, post agora com um pedido de desculpas e um grande "VALEU SEU CANA!!!"
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Segunda Feira, dia de TELA QUENTE e CQC, certo? Errado! Dia de BAR DO BUGUE, o lugar perfeito para a noite do dia mais complicado da semana.

“O alcoolismo é um sintoma clássico de depressão, afinal um copo vazio é de cortar o coração” (Chiaca)

A Zona Leste estréia com classe no blog com um de seus mais ilustres estabelecimentos alcoólicos. O local serve de base para os integrantes da Nave FIC (Faculdade Cantareira), na região do Belém próximo a Av. Celso Garcia.
O bar tem diversos atrativos, desde o agradável cheiro de porco frito (particularmente recomendo o torresmo cabeludo) até os funcionários do recinto entre eles Carlão (Bugue) e Santista. Mas independente a tudo isso o que faz a fama do local, na minha opinião, é uma das melhores Cuba Libres de São Paulo. Por apenas R$6,00 você toma prazerosos 500ml de cuba, nosso grande amigo FIdel sentiria inveja se visse a cor daquela cuba, um caramelo clarinho, capaz de desmaiar os desavisados.
Vale ainda citar os inúmeros bêbados, mudrungos e alcoólatras de todo tipo que decoram o ambiente, o que proporciona aos frequentadores momentos de descontração e uma excelente oportunidade de filosofar sobre diversos assuntos, por exemplo: Política, futebol, economia, mulheres, vadias, putas, vagabundas, quengas, etc.
Uma excelente opção pra salvar sua segunda-feira que tinha tudo pra ser sóbria.

Cotação Buteco:

Cerveja Brahma / Skol: R$3,50
Cuba Libre: R$6,00 (duas por R$10,00)
Campari: R$5,00
São Francisco: R$2,20
51: R$0,80
51 c/ limão: R$1,20
Ficha p/ Juke box : R$2,00 (4 músicas)
Dar vexame durante 4 anos na Faculdade.... Não Tem Preço

sábado, 18 de julho de 2009


Mack Bar Maria Borba - Buteco tranca rua, de calçada agradável para noites frescas e grandes concentrações na entrada do banheiro.

"Um homem inteligente às vezes é forçado a ficar bêbado para gastar um tempo com suas bobagens."
Ernest Hemingway [1899-1961]

Quantas vezes você já se questionou se estava bebendo de mais?
E quantas vezes você pensou isso essa semana?
Geralmente somos condicionados a pensar que estamos nos prejudicando, que estamos acabando com a nossa saúde.
Agora pense. O que você sente quando está no bar?
Se sente estressado? Enjoado? Passando mal?
Muito pelo contrário. Nos momentos em que podemos esquecer de tudo e falar merda, que podemos ser felizes quando tudo ta uma merda e até, ocasionalmente, sermos ricos é no bar.
Essa semana perdi três dias da MINHA SEMANA passando mal devido a uma intoxicação alimentar. Quando isso teria acontecido se, ao invés de sair pra comer tivesse ido entornar uma sequência interminável de garrafas?
Dê valor à suas horas livres e aproveite-as da maneira que você mais gosta.
E se nesses momentos quiser me encontrar, você já sabe onde eu vou estar.

Cotação Buteco:
Comparecerei semana que vem na bodega em questão para atualização.
Não que eu não tenha os valores, apenas não entendo minha letra neste guardanapo amassado e sujo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009



Padaria Nova Guiné – Mackenzie
O lar de figuras como Joça (Alemão), Valdomiro (Paraíba) e Nunes. Local de cerveja barata, reunião de amigos e salgado a R$ 1,00. Tudo com uma linda vista para a Maria Antônia!
Rua Maria Antonia, esquina com rua da Consolação.

"Eu odeio recomendar drogas, álcool, violência, ou insanidade para qualquer um, mas isso tudo sempre funcionou comigo."
Hunter S. Thompson [1937-2005]

Em nossas vidas costumamos classificar as pessoas como legais ou não. Gente fina ou idiota. Quem não conhece aquele que aonde chega provoca comentários pelos cantos, cochichos desagradáveis e até mesmo manifestações mais ácidas.
No buteco isso não é diferente.
Todos conhecemos aquele que sempre comparece, mas nem sempre agrada.
E uma das características mais latentes dessas pessoas é a cara de pau. Um vagabundo transcende seu estado natural de aceitável quando, pela manhã, tira seu estoque de cara de pau do armário e leva consigo para o buteco. Neste momento, e neste ambiente, ele se torna um problema.
Esteja preparado para ouvir merda de todo o tipo. Desde bajulações até a ascensão do Ronaldo. Sempre acompanhadas de muita cerveja, isso se você se servir, afinal de contas, a cara de pau transfere ao vagabundo um lapso mecânico-memorial que o impede de te servir. Mesmo sendo você o otário que está pagando.
Todas as biroscas possuem seu público fiel, passando de nobres senhores alcoólatras a manadas de cães embriagados e sujos, e em todas elas você encontrará este tipo de vadiagem.
É importante, portanto, nos atermos a algumas atitudes:

1 – Se você está sem dinheiro comece a bebedeira avisando isso aos parceiros. Esse simples ato garantirá que ninguém ficará no prejú nesse role.

2 – Sirva o copo de todos que estão com você. Não importa se ele já está quase transbordando. Todo mundo adora um copo no talo.

3 – Trate todas as mulheres como rainhas. Ceda seu lugar, peça ao balconista a chave do banheiro feminino (por mais que ele insista que está quebrado) e se ofereça sempre a pagar a parte dela (mesmo que ela beba tanto quanto você). Afinal de contas, este não é o público mais freqüente de um buteco. Mas sem dúvida é o mais agradável.

4 – Sempre peça POR FAVOR ao balconista, seguido de um polido AO SEU TEMPO. Isso pode lhe render doses extras e copos mais limpos.

5 – Tente lavar as mãos quando ir ao banheiro. Como isso quase nunca rola, pelo menos finja que está secando-as nas calças quando estiver retornando à mesa

6 – Chape o coco, fale alto, derrube copos, mas nunca se esqueça de pedir desculpas depois. Um bêbado que não pede desculpas é um otário, aquele que pede exagerou um pouquinho naquela noite.

Não que exista uma etiqueta que deve ser adotada quando se for beber, mas algumas regras básicas, somadas ao bom e velho bom senso, ajudam fazer da bebedeira os melhores momentos de nossas vidas.

Cotação-Buteco:
(um serviço à comunidade)

- Itaipa - 3,20
- Brahma - 3,60
- Skol - 3,60
- Nova Schin - 2,80
- Bavaria - 2,00
- Salgad0 - 1,00

Rua Maria Antonia, esquina com rua da Consolação.


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sexta-feira, 29 de maio de 2009


O Pescador Bar e Bilhar - Conhecido como Fish Hunter, ou Pescador mesmo.
O local onde o banheiro vermelho cheira eucalipto, o torresmo é murcho e o Orelhudo é freguês!



Dizem que as bebidas nos causam problemas. Eu até posso estar errado, mas na grande maioria das vezes eu enxergo os problemas depois de intenso consumo de bebidas.
Enxergo os copos sujos, sinto que a cerveja poderia estar mais gelada, que a companhia poderia ser mais animada.
Isso é claro, quando eu me importo em enxergar. Há dias que isso definitivamente não acontece. Afinal de contas, que tipo de ser humano tem a dádiva de estar bem consigo mesmo todos os dias? E quem será que está, no mínimo, na maioria deles?
Até nesses dias o inebriante efeito da dita cuja pode me ajudar.
Com princípios patológicos de deformação de memória ela pode, e deve, transferir-me para lugares mais amenos, com menos raios de pressão físico-psicológicos.
Sim, sim. Eu sei muito bem o que as pessoas sentem em relação a isso. Não passa de uma fuga da realidade onde o indivíduo tenta simplesmente esquecer quem ele é.
Fácil e politicamente correto de falar.
Grande merda.
E se eu apenas quiser esquecer tudo o que me rodeia? E se eu quiser que tudo o que me rodeia seja esquecido? Ou, até, se eu quiser que tudo o que me rodeia seja apenas uma exuberante quantidade de garrafas, dos mais variados tamanhos, formatos e conteúdos?
Voltando aos problemas, eu digo mais.Você nunca conseguirá enxergar claramente o que te incomoda, te derruba. Mesmo se você não beber.
Por diversas vezes já me senti realizado com tudo que conquistei, aprendi, ganhei. Assim como, em todas estas vezes, eles mesmos acabaram sendo nada mais do que pedras no meu caminho. Não pedras que obstruem a confluência normal das coisas, mas sim pequenos fragmentos minerais que emperraram o rolamento da minha vida.
Sabe aquela sujeirinha que fazem as dobradiças das portas rangerem? Os rolimãs fazerem aqueles barulhos que as vizinhas mexeriqueiras sempre odiaram? Pois é.
É isso que eu sinto em relação a muitas coisas em minha vida que muitos vêem como maravilhosas.
Incrível.
Eu não costumo reclamar delas. Pelo contrário, na maioria das vezes eu as exalto como sendo minha própria poly-position vital. Só porque é bonito.
Para os outros é claro.
Acredito que para o homem é muito difícil admitir e reconhecer que possui defeitos, mesmo quando estes são dos mais corriqueiros. Este é um dos meus.
Não ligo quando as pessoas chegam a mim elogiando o andamento dos meus pensamentos, da minha conquista. Mesmo quando eu mesmo devaneio por noites a fio para mudá-los.
Não estou satisfeito, mas me satisfaço com a visão errônea de quem me felicita.
Não estou feliz, mas agradeço o olhar admirado destes que me fortalecem.
Não estou forte, mas mesmo assim todos os dias encontro, bem lá no fundo de minha alma, um sopro de sensatez para me questionar: qual é o meu caminho?
Com toda a sinceridade, por outro lado eu sou satisfeito, já que gozo de perfeita saúde e tenho uma família inigualável.
Por isso reconheço um dos meus milhares de defeitos.
Nada me tira o prazer da companhia de uma boa golada.
13.01.2006

Rua Augusta, sentido centro, na frente do mercado Dia.


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