quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Em uma onda de criatividade alcoólatra, mais uma vez o grande Fellipe Chiaca contribui com o Buteco Arte com esta ode ao Álcool somado a foto tirada enquanto bebíamos eu (@MarcitosBar), @leonardocassio, @titializ e @brunocarfi.
O texto vem pra atualizar o blog que passa por uma seca criativa durante um excesso de líquidos do seu criador...

Como diria Neil Armstrong em sua mais famosa canção (aquela q ele descreve como é usar ácido):
“What a wonderful world...”

É complicado descrever o álcool. Nós bêbados não somos tão talentosos quanto os poetas que tentam durante a vida descrever os mais nobres sentimentos do homem e não conseguem... Se para gênios é difícil descrever o amor, para nós é impossível descrever o amor pelo drink...
A vida nos ensina muitas coisas, mas o álcool torna essa aula muito mais produtiva cara... Você nunca saberia o sabor da sarjeta se fosse sóbrio, provavelmente não conheceria os procedimentos corretos para tirar novamente seus documentos, não teria viajado tanto pela cidade, não saberia o q é acordar num bordel com uma gorda de 120 kg num vestidinho vermelho, não teria o prazer de ter prostitutas te ligando no 6º dia do mês pra te levar pra balada ou ser acordado pela namorada de um amigo seu com pequenos chutes no baço...
Entre outras tantas histórias, que moldam o ser assim como o calor faz com o vidro transformando ele em garrafa, que será momentaneamente o lar do nosso maior e mais sincero amigo... Álcool.
Lágrimas me vêem aos olhos ao pensar no mix de sensações q um homem pode ter ao perceber que o chão cada vez mais se afasta dos seus pés e se aproxima do seu crânio.

Estou prestes a beber e a ansiedade q sinto me impede de escrever mais.
Vou nessa, amanhã escrevo sobre ressaca....

Cotação Buteco:
(um serviço a comunidade)

Brahma: R$ 3,50
Skol: R$ 3,50
Original: R$ 4,50

Padoquinha na Faria Lima. Esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima (altura do nº 1933, lado esquerdo) com a Rua Venceslau Flexa.


Exibir mapa ampliado

sábado, 7 de novembro de 2009

1º Bar da Bela Cintra




Trata-se de um bar peculiar, pois funciona como um buteco de transição entre um buteco e outro.

Como ele fica perto da Av. Paulista, funciona como um ponto de encontro, para, a partir dele, dirigir-se à outros butecos da região, como o fish hunter por exemplo, ou até o Nova Guiné.

Isso é engraçado pois, enquanto uma pessoa espera a outra, ela fica desbaratinando tomando uma breja, ai vai aglomerando, e quem sabe as pessoas até podem esquecer de mudar de bar, e acabam ficando por lá mesmo. Quer dizer, qual é o ponto em que um buteco de transição se transforma em um buteco fixo?

O banheiro tem sua peculiaridade, pois no hall de entrada para o sanitário em questão, tem uma escada portátil de ferro, o que te faz imaginar mil motivos praquele aparato estar ali, principalemente quando se está bebado... é inevitável o pensamento surgir "ah, claro, uma escada aqui no banheiro do buteco, ela deve servir pra..." aí dependendo do seu estado de embriaguês você pode completar essa frase de diversas maneiras....

Cotação-Buteco
(um serviço à comunidade)

Brahma - 3,20
Skol - 3,20
Ficamos muito bebados para anotar o resto...



Exibir mapa ampliado

domingo, 1 de novembro de 2009



CockTail - o bar dos estudos intelectuais, salgadinho torcida, e parada de ônibus

"Eu aproveitei mais da bebida, do que ela se aproveitou de mim"
Winston Churchill

Dizem que o buteco é lugar de vagabundo. Eu concordo. Mas o termo vagabundo vem com uma idéia de coisa ruim, um mal para a sociedade, e nesse ponto eu discordo. O buteco é um local que propicia a reflexão, o pensamento amplo e aberto, o livre debate de idéias, sempre acompanhado de uma alimentação balanceada e de bebidas que movimentam a economia de um país. Cite-me um artista que nunca bebeu, conte-me de um filósofo que nunca tomou uma gelada em tarde ensolarada, e para cada um deles, eu lhe darei um buteco arrebanhado de artistas, pensadores livres e contestadores.
Uns certos, outros errados, é verdade, uns gênios, outros loucos, é bem mais verdade, mas uma coisa eu lhe digo, todos eles serão interessantes, dignos de análise, dignos de um brinde, dignos de uma gelada. Ainda cito aqui, os milhares de bares de porta de faculdade, que com louvor prestam um serviço a sociedade, ajudando os estudantes de hoje a atravessarem este período da vida edificante que é a universidade, e se tornarem profissionais de renome, que hoje e amanhã serão admirados pela sociedade.
Pois existe um buteco que pode ser considerado o Parthenon dos butecos, o templo da reflexão e pensamento livres e contestadores. Este buteco foi carinhosamente apelidado de CockTail. Ele pode ser considerado dessa forma pois: a) fica às portas do prédio da Editora Abril, uma das maiores fornecedoras de conhecimento do país; b) em sua televisão 14 polegadas, apenas canais edificantes são sintonizados (national geographic, history channel, discovery channel); c) a garrafa de itaipa custa apenas 3 reais.
Além de todos estes apetrechos, o buteco é freqüentado pela nata da intelectualidade brasileira (leia-se nós, os autores deste blog), e seus balconistas estão sempre à par dos últimos estudos realizados por cientistas da NASA, o que só agrega nas conversas. O salgadinho torcida é sempre sortido, e a mesa principal tem um banquinho que encosta na geladeira de brejas, o que serve como encosto e evita a lordose e escoliose. Como se não bastasse, o buteco fica de frente para a rua do ponto final de várias linhas de ônibus, contribuindo para a facilidade e melhoria da malha de transportes viários da cidade como um todo. Este fato propicia o fluxo de pessoas do bar, que é frequentado por viajantes eremitas que utilizam o transporte público como forma de percorrer as veias da cidade, o que só agrega para o conhecimento e reflexão. Está aí, mais um belo representante do projeto butecoarte.

Cotação-buteco:
(um serviço à comunidade)

Brahma: 3,29
Skol: 3,29
Antártica: 3,00
Itaipava: 3,00
Lata: 2,20 (com choro e grande consumação sai por 2,00)
Bavaria Clássica: 8,88
Serra Malte: 4,00


Rua Costa Carvalho, esquina com a rua Paraopeba, perto da editora Abril.


Exibir mapa ampliado

terça-feira, 27 de outubro de 2009


Banheiro em Hamburgo, na Alemanha. Foto encontrada por @angelojunior no Facebook de um de seus brothers. Como ele também está no exterior, decidiu expressar-se sobre os butecos da gringa.


“É absurdo dizer que alguém se esconde na bebida; pelo contrário, a maioria se esconde na sobriedade.”
(Thomas Quincey)

Para quem não sabe, estou de passagem pelos EUA e ficarei por aqui pelo menos até 20 de Dezembro.
Neste exato momento, estou sentado em uma elegante e charmosa cafeteira na principal rua do centro da cidade de Boulder, no Colorado, distante 45 minutos de Denver.
É uma rua pacata, onde os poucos transeuntes geralmente desfilam seus casacos e botinas prontas para uma possível nevasca, apesar do sol estar atingindo as peles brancas e desprotegidas dos nativos.
Nessa Cozy Little Town, entre meus olhos, o vidro e uma escultura de pedra, existe um grande vazio. Analisando a situação pelo lado menos filosófico, percebo que esse vazio é proveniente do meu copo.
A tristeza me bateu porque percebi que estou me misturando a cultura e ao ambiente. Ora, se não estou sendo vigiado e já cumpri meus afazeres do dia, por que não estou caído com a baba escoando boca de lobo adentro em alguma esquina no âmago desse vilarejo?
Olho para a parede e vejo um cardápio enorme de bebidas sortidas, é a minha deixa para voltar a ser o que sempre fui. Um bêbado inconseqüente.
"What can I get for ou today?" - pergunta uma garçonete educada (e se a garçonete é muito educada, já não estou me sentindo em casa).
Can I get a…a… Oh damn You Don't have beers?
"Unfortunately, we do not".
All right. Thank you and have a good day.
Depois de agradecer por não haver cerveja, é melhor eu ir embora. Descobri que a sobriedade é uma doença contagiosa. E pouco contagiante.
Mas ainda há uma esperança. Um bar que abre às 8 da noite e que se o santo ajudar, a ampola do diurético não sai por mais de 3 pratas e as fichas de sinuca não mais que um trocado de padaria.
Mas ainda são vinte pra duas. Até as oito posso morrer de sobriedade.
Mas tudo bem. A vitória apenas tem sabor de lamber os beiços quando árdua e tardia.
E espero sinceramente que o buteco seja desonesto. Com gente de atitudes descabidas. E com a porta dos fundos cheias de dejetos, nesse momento objetos do meu desejo.

26/10/2009


Muito obrigado querido Zabo. Sucesso.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Buteco de esquina na Avenida Nova Cantareira (ZN) – Bar ao bom estilo setentista, com balcão de metal e azulejo creme.

“A sede ensina a beber a todos os animais, mas a embriaguez só pertence ao homem.”
(Henry Fielding)

Hoje é um dia especial, dia de parabenizar nossos mestres. Aqueles que ralavam pra que agente aprendesse algo de útil.
Por isso, seguem minhas humildes felicitações:

- PROFESSORA BREJA:

Sem você não seria o que eu sou hoje, um ser que se esfola por uma gelada! Obrigado por me ensinar, na minha ingênua juventude, que uma festa de 15 anos só vale a pena se não for de crente.

- PROFESSOR WHISKY:

Mestre rígido e de humor seco. Me ensinou na porrada que só se aprende caindo. E feio.

- PROFESSURA ADJUNTA CANA COM LIMÃO:

Ajudou a completar uma penca de lições que eu aprendi. Muitas delas já foram completamente esquecidas, por isso faço questão de revê-la frequentemente.

- PROFESSORA PINGA DE ALAMBIQUE:

Uma delícia! Sem palavras. Personagem de muitos dos meus sonhos até hoje.

- PROFESSORA VODKA:

Nunca nos entendemos. Enquanto sempre afirmei que ela fedia a esmalte, ela me deixava de castigo caído em muita porta de balada antes mesmo de entrar. Daquelas que se der eu mato aula, mas se não tiver nada melhor pra fazer acabo encarando.

Cotação Buteco:
- Brahma - R$ 3,30
- Skol - R$ 3,30

Avenida Nova Cantareira, altura do número 300, esquina com a Rua Mto. João Gomes de Araújo.


Exibir mapa ampliado

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Esfiharia Ponto da Esfiha. Cerveja gelada, e isso basta.

“Se Deus soubesse que nós beberíamos cerveja, nos teria dado dois estômagos.” (David Daye)

Desde pequeno nunca fui muito amigo da matemática. Mas sempre nos entendemos.
Enquanto eu fingia que a conhecia profundamente, ela caía parcialmente nos meus encantos. Vez ou outra aplicava seus truques, mas minhas notas nunca eram abaixo do 7,5.
Mas tem umas contas que nunca fecham.
Uma delas é calcular quantas vai tomar antes mesmo de sentir a temperatura do balcão nos punhos. Impossível.
Tanto quanto achar que essa semana, só porque você precisa economizar, não vai tomar nenhuma birra gelada. Espere, vire a esquina, e lá tu avistarás o bem posicionado camelô com seu isopor lotado de unitárias em alumínio por R$ 2,00.
Mas não tem conta mais sem solução do que aquela que você faz antes de sair do bar, no momento em que você calcula que, se ir ao banheiro naquela hora, chegará vivo em casa. Essa não dá. Invariavelmente, vais passar mal.
Nesses momentos não tem essa de banheiro limpo e brilhante, esculpido no mármore e polido no Pinho Brill. É ele e é ele. Com louvor.
Bendito seja qualquer banheiro, de qualquer bar, birosca, buteco, bodega, botequim...
E por incrível que pareça, nestes momentos temos um grande apoio providenciado pelo governo, que deixa eu retomar meu caminho pelos mesmos R$ 2,30, mas agora com mais uma lata em punho.

Cotação Buteco
(um serviço à comunidade)
- Brahma – R$ 3,50
- Skol – R$ 3,50
- Itaipava – R$ 3,20

Ponto da Esfiha – Lauzane (ZN)


Exibir mapa ampliado

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


Churrasquinho MU. Local aprazível para se beber ao ar livre e cerveja no balde. No âmago da Zona Norte.

"Bebe e diverte-te, pois nosso tempo na Terra é curto e a morte dura para sempre." (Amphis)

Eis que o fim de semana dá o ar da (des) graça com um clima meteorológico classificável, no mínimo, como uma merda.
Há muito tempo que me pego travado em pensamentos onde estou degustando drinks refrescantes e com alto teor alcoólico na areia de uma praia qualquer. O som das ondas contrastando com o som das latas sendo abertas, a risada das crianças entrelaçadas com o doce som da vodka abrindo caminho entre o gelo do isopor.
Fragmentos da percepção do prazer muito similares aos flashes de memória que ficarão para o dia seguinte.
Esquece. Posterga o passeio e perpetua a vontade. Adota o Plano B.
Enche a geladeira de cerveja e chega na segunda como se não lembrasse de nada.

Cotação Buteco
(um serviço à comunidade)
- Brahma - 4,00
- Skol - 4,00

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Bilhar na Rua Peixoto Gomide, altura do nº 50 - Apelidado carinhosamente de Bar dos Emos. Prepare-se para ver uma mulecada no mínimo extravagante na porta de um bilhar subterrâneo.

"Na realidade, basta um drinque para me deixar mal. Mas nunca sei se é o 13º ou o 14º." (George Burns)

Um som agudo, incômodo e incessante soava e ricocheteava entre a parede do meu crânio e o cérebro, este já maltratado por uma insana noite de segunda feira. Maldito despertador.
Ele sempre surpreende antes de emputecer qualquer um que tenha tomado mais doses do que deveria em um dia nada estratégico na semana. Sou acometido à arremessá-lo na parede, mas noto que preciso focar minha atenção em duas outras coisas: Levantar para trabalhar e água.
Uma delas é uma necessidade vital quando bebemos demais ou quando não há cerveja no país. A outra garante a compra de cerveja, mesmo que seja importada.
Corro para os dois sabendo que o dia não será fácil. Muito menos produtivo. Deixei a força de vontade no ônibus, o espírito de liderança no ponto e a pró-atividade na cama.
Mas ainda confio na esperança.
Por isso mesmo conto o andar dos ponteiros acreditando que o dia logo acabará e que eu nunca mais beberei dessa forma novamente.
Um brinde à esperança.
Cotação-Buteco:
(um serviço à comunidade)
- Itaipava - 3,80
- Brahma - 4,00
- Skol - 4,00
- Salgad0 - 2,00




Exibir mapa ampliado

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O grande alcoólatra Fellipe, conhecido como Chiaca, mandou este texto junto com esta foto horrenda faz tempo. Mas devido a problemas de memória, post agora com um pedido de desculpas e um grande "VALEU SEU CANA!!!"
___________________________________________________________________
Segunda Feira, dia de TELA QUENTE e CQC, certo? Errado! Dia de BAR DO BUGUE, o lugar perfeito para a noite do dia mais complicado da semana.

“O alcoolismo é um sintoma clássico de depressão, afinal um copo vazio é de cortar o coração” (Chiaca)

A Zona Leste estréia com classe no blog com um de seus mais ilustres estabelecimentos alcoólicos. O local serve de base para os integrantes da Nave FIC (Faculdade Cantareira), na região do Belém próximo a Av. Celso Garcia.
O bar tem diversos atrativos, desde o agradável cheiro de porco frito (particularmente recomendo o torresmo cabeludo) até os funcionários do recinto entre eles Carlão (Bugue) e Santista. Mas independente a tudo isso o que faz a fama do local, na minha opinião, é uma das melhores Cuba Libres de São Paulo. Por apenas R$6,00 você toma prazerosos 500ml de cuba, nosso grande amigo FIdel sentiria inveja se visse a cor daquela cuba, um caramelo clarinho, capaz de desmaiar os desavisados.
Vale ainda citar os inúmeros bêbados, mudrungos e alcoólatras de todo tipo que decoram o ambiente, o que proporciona aos frequentadores momentos de descontração e uma excelente oportunidade de filosofar sobre diversos assuntos, por exemplo: Política, futebol, economia, mulheres, vadias, putas, vagabundas, quengas, etc.
Uma excelente opção pra salvar sua segunda-feira que tinha tudo pra ser sóbria.

Cotação Buteco:

Cerveja Brahma / Skol: R$3,50
Cuba Libre: R$6,00 (duas por R$10,00)
Campari: R$5,00
São Francisco: R$2,20
51: R$0,80
51 c/ limão: R$1,20
Ficha p/ Juke box : R$2,00 (4 músicas)
Dar vexame durante 4 anos na Faculdade.... Não Tem Preço

sábado, 18 de julho de 2009


Mack Bar Maria Borba - Buteco tranca rua, de calçada agradável para noites frescas e grandes concentrações na entrada do banheiro.

"Um homem inteligente às vezes é forçado a ficar bêbado para gastar um tempo com suas bobagens."
Ernest Hemingway [1899-1961]

Quantas vezes você já se questionou se estava bebendo de mais?
E quantas vezes você pensou isso essa semana?
Geralmente somos condicionados a pensar que estamos nos prejudicando, que estamos acabando com a nossa saúde.
Agora pense. O que você sente quando está no bar?
Se sente estressado? Enjoado? Passando mal?
Muito pelo contrário. Nos momentos em que podemos esquecer de tudo e falar merda, que podemos ser felizes quando tudo ta uma merda e até, ocasionalmente, sermos ricos é no bar.
Essa semana perdi três dias da MINHA SEMANA passando mal devido a uma intoxicação alimentar. Quando isso teria acontecido se, ao invés de sair pra comer tivesse ido entornar uma sequência interminável de garrafas?
Dê valor à suas horas livres e aproveite-as da maneira que você mais gosta.
E se nesses momentos quiser me encontrar, você já sabe onde eu vou estar.

Cotação Buteco:
Comparecerei semana que vem na bodega em questão para atualização.
Não que eu não tenha os valores, apenas não entendo minha letra neste guardanapo amassado e sujo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009



Padaria Nova Guiné – Mackenzie
O lar de figuras como Joça (Alemão), Valdomiro (Paraíba) e Nunes. Local de cerveja barata, reunião de amigos e salgado a R$ 1,00. Tudo com uma linda vista para a Maria Antônia!
Rua Maria Antonia, esquina com rua da Consolação.

"Eu odeio recomendar drogas, álcool, violência, ou insanidade para qualquer um, mas isso tudo sempre funcionou comigo."
Hunter S. Thompson [1937-2005]

Em nossas vidas costumamos classificar as pessoas como legais ou não. Gente fina ou idiota. Quem não conhece aquele que aonde chega provoca comentários pelos cantos, cochichos desagradáveis e até mesmo manifestações mais ácidas.
No buteco isso não é diferente.
Todos conhecemos aquele que sempre comparece, mas nem sempre agrada.
E uma das características mais latentes dessas pessoas é a cara de pau. Um vagabundo transcende seu estado natural de aceitável quando, pela manhã, tira seu estoque de cara de pau do armário e leva consigo para o buteco. Neste momento, e neste ambiente, ele se torna um problema.
Esteja preparado para ouvir merda de todo o tipo. Desde bajulações até a ascensão do Ronaldo. Sempre acompanhadas de muita cerveja, isso se você se servir, afinal de contas, a cara de pau transfere ao vagabundo um lapso mecânico-memorial que o impede de te servir. Mesmo sendo você o otário que está pagando.
Todas as biroscas possuem seu público fiel, passando de nobres senhores alcoólatras a manadas de cães embriagados e sujos, e em todas elas você encontrará este tipo de vadiagem.
É importante, portanto, nos atermos a algumas atitudes:

1 – Se você está sem dinheiro comece a bebedeira avisando isso aos parceiros. Esse simples ato garantirá que ninguém ficará no prejú nesse role.

2 – Sirva o copo de todos que estão com você. Não importa se ele já está quase transbordando. Todo mundo adora um copo no talo.

3 – Trate todas as mulheres como rainhas. Ceda seu lugar, peça ao balconista a chave do banheiro feminino (por mais que ele insista que está quebrado) e se ofereça sempre a pagar a parte dela (mesmo que ela beba tanto quanto você). Afinal de contas, este não é o público mais freqüente de um buteco. Mas sem dúvida é o mais agradável.

4 – Sempre peça POR FAVOR ao balconista, seguido de um polido AO SEU TEMPO. Isso pode lhe render doses extras e copos mais limpos.

5 – Tente lavar as mãos quando ir ao banheiro. Como isso quase nunca rola, pelo menos finja que está secando-as nas calças quando estiver retornando à mesa

6 – Chape o coco, fale alto, derrube copos, mas nunca se esqueça de pedir desculpas depois. Um bêbado que não pede desculpas é um otário, aquele que pede exagerou um pouquinho naquela noite.

Não que exista uma etiqueta que deve ser adotada quando se for beber, mas algumas regras básicas, somadas ao bom e velho bom senso, ajudam fazer da bebedeira os melhores momentos de nossas vidas.

Cotação-Buteco:
(um serviço à comunidade)

- Itaipa - 3,20
- Brahma - 3,60
- Skol - 3,60
- Nova Schin - 2,80
- Bavaria - 2,00
- Salgad0 - 1,00

Rua Maria Antonia, esquina com rua da Consolação.


Exibir mapa ampliado

sexta-feira, 29 de maio de 2009


O Pescador Bar e Bilhar - Conhecido como Fish Hunter, ou Pescador mesmo.
O local onde o banheiro vermelho cheira eucalipto, o torresmo é murcho e o Orelhudo é freguês!



Dizem que as bebidas nos causam problemas. Eu até posso estar errado, mas na grande maioria das vezes eu enxergo os problemas depois de intenso consumo de bebidas.
Enxergo os copos sujos, sinto que a cerveja poderia estar mais gelada, que a companhia poderia ser mais animada.
Isso é claro, quando eu me importo em enxergar. Há dias que isso definitivamente não acontece. Afinal de contas, que tipo de ser humano tem a dádiva de estar bem consigo mesmo todos os dias? E quem será que está, no mínimo, na maioria deles?
Até nesses dias o inebriante efeito da dita cuja pode me ajudar.
Com princípios patológicos de deformação de memória ela pode, e deve, transferir-me para lugares mais amenos, com menos raios de pressão físico-psicológicos.
Sim, sim. Eu sei muito bem o que as pessoas sentem em relação a isso. Não passa de uma fuga da realidade onde o indivíduo tenta simplesmente esquecer quem ele é.
Fácil e politicamente correto de falar.
Grande merda.
E se eu apenas quiser esquecer tudo o que me rodeia? E se eu quiser que tudo o que me rodeia seja esquecido? Ou, até, se eu quiser que tudo o que me rodeia seja apenas uma exuberante quantidade de garrafas, dos mais variados tamanhos, formatos e conteúdos?
Voltando aos problemas, eu digo mais.Você nunca conseguirá enxergar claramente o que te incomoda, te derruba. Mesmo se você não beber.
Por diversas vezes já me senti realizado com tudo que conquistei, aprendi, ganhei. Assim como, em todas estas vezes, eles mesmos acabaram sendo nada mais do que pedras no meu caminho. Não pedras que obstruem a confluência normal das coisas, mas sim pequenos fragmentos minerais que emperraram o rolamento da minha vida.
Sabe aquela sujeirinha que fazem as dobradiças das portas rangerem? Os rolimãs fazerem aqueles barulhos que as vizinhas mexeriqueiras sempre odiaram? Pois é.
É isso que eu sinto em relação a muitas coisas em minha vida que muitos vêem como maravilhosas.
Incrível.
Eu não costumo reclamar delas. Pelo contrário, na maioria das vezes eu as exalto como sendo minha própria poly-position vital. Só porque é bonito.
Para os outros é claro.
Acredito que para o homem é muito difícil admitir e reconhecer que possui defeitos, mesmo quando estes são dos mais corriqueiros. Este é um dos meus.
Não ligo quando as pessoas chegam a mim elogiando o andamento dos meus pensamentos, da minha conquista. Mesmo quando eu mesmo devaneio por noites a fio para mudá-los.
Não estou satisfeito, mas me satisfaço com a visão errônea de quem me felicita.
Não estou feliz, mas agradeço o olhar admirado destes que me fortalecem.
Não estou forte, mas mesmo assim todos os dias encontro, bem lá no fundo de minha alma, um sopro de sensatez para me questionar: qual é o meu caminho?
Com toda a sinceridade, por outro lado eu sou satisfeito, já que gozo de perfeita saúde e tenho uma família inigualável.
Por isso reconheço um dos meus milhares de defeitos.
Nada me tira o prazer da companhia de uma boa golada.
13.01.2006

Rua Augusta, sentido centro, na frente do mercado Dia.


Exibir mapa ampliado
 
BlogBlogs.Com.Br