
Banheiro em Hamburgo, na Alemanha. Foto encontrada por @angelojunior no Facebook de um de seus brothers. Como ele também está no exterior, decidiu expressar-se sobre os butecos da gringa.
“É absurdo dizer que alguém se esconde na bebida; pelo contrário, a maioria se esconde na sobriedade.”
(Thomas Quincey)
Para quem não sabe, estou de passagem pelos EUA e ficarei por aqui pelo menos até 20 de Dezembro.
Neste exato momento, estou sentado em uma elegante e charmosa cafeteira na principal rua do centro da cidade de Boulder, no Colorado, distante 45 minutos de Denver.
É uma rua pacata, onde os poucos transeuntes geralmente desfilam seus casacos e botinas prontas para uma possível nevasca, apesar do sol estar atingindo as peles brancas e desprotegidas dos nativos.
Nessa Cozy Little Town, entre meus olhos, o vidro e uma escultura de pedra, existe um grande vazio. Analisando a situação pelo lado menos filosófico, percebo que esse vazio é proveniente do meu copo.
A tristeza me bateu porque percebi que estou me misturando a cultura e ao ambiente. Ora, se não estou sendo vigiado e já cumpri meus afazeres do dia, por que não estou caído com a baba escoando boca de lobo adentro em alguma esquina no âmago desse vilarejo?
Olho para a parede e vejo um cardápio enorme de bebidas sortidas, é a minha deixa para voltar a ser o que sempre fui. Um bêbado inconseqüente.
"What can I get for ou today?" - pergunta uma garçonete educada (e se a garçonete é muito educada, já não estou me sentindo em casa).
Can I get a…a… Oh damn You Don't have beers?
"Unfortunately, we do not".
All right. Thank you and have a good day.
Depois de agradecer por não haver cerveja, é melhor eu ir embora. Descobri que a sobriedade é uma doença contagiosa. E pouco contagiante.
Mas ainda há uma esperança. Um bar que abre às 8 da noite e que se o santo ajudar, a ampola do diurético não sai por mais de 3 pratas e as fichas de sinuca não mais que um trocado de padaria.
Mas ainda são vinte pra duas. Até as oito posso morrer de sobriedade.
Mas tudo bem. A vitória apenas tem sabor de lamber os beiços quando árdua e tardia.
E espero sinceramente que o buteco seja desonesto. Com gente de atitudes descabidas. E com a porta dos fundos cheias de dejetos, nesse momento objetos do meu desejo.
(Thomas Quincey)
Para quem não sabe, estou de passagem pelos EUA e ficarei por aqui pelo menos até 20 de Dezembro.
Neste exato momento, estou sentado em uma elegante e charmosa cafeteira na principal rua do centro da cidade de Boulder, no Colorado, distante 45 minutos de Denver.
É uma rua pacata, onde os poucos transeuntes geralmente desfilam seus casacos e botinas prontas para uma possível nevasca, apesar do sol estar atingindo as peles brancas e desprotegidas dos nativos.
Nessa Cozy Little Town, entre meus olhos, o vidro e uma escultura de pedra, existe um grande vazio. Analisando a situação pelo lado menos filosófico, percebo que esse vazio é proveniente do meu copo.
A tristeza me bateu porque percebi que estou me misturando a cultura e ao ambiente. Ora, se não estou sendo vigiado e já cumpri meus afazeres do dia, por que não estou caído com a baba escoando boca de lobo adentro em alguma esquina no âmago desse vilarejo?
Olho para a parede e vejo um cardápio enorme de bebidas sortidas, é a minha deixa para voltar a ser o que sempre fui. Um bêbado inconseqüente.
"What can I get for ou today?" - pergunta uma garçonete educada (e se a garçonete é muito educada, já não estou me sentindo em casa).
Can I get a…a… Oh damn You Don't have beers?
"Unfortunately, we do not".
All right. Thank you and have a good day.
Depois de agradecer por não haver cerveja, é melhor eu ir embora. Descobri que a sobriedade é uma doença contagiosa. E pouco contagiante.
Mas ainda há uma esperança. Um bar que abre às 8 da noite e que se o santo ajudar, a ampola do diurético não sai por mais de 3 pratas e as fichas de sinuca não mais que um trocado de padaria.
Mas ainda são vinte pra duas. Até as oito posso morrer de sobriedade.
Mas tudo bem. A vitória apenas tem sabor de lamber os beiços quando árdua e tardia.
E espero sinceramente que o buteco seja desonesto. Com gente de atitudes descabidas. E com a porta dos fundos cheias de dejetos, nesse momento objetos do meu desejo.
26/10/2009
Muito obrigado querido Zabo. Sucesso.
Valew Marciao. Abracao pra vc
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